Empreendedorismo – Wladimir.com.br https://wladimir.com.br Wed, 04 Jan 2023 21:48:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 Tenho medo que roubem minha ideia https://wladimir.com.br/2021/11/04/tenho-medo-que-roubem-minha-ideia/ https://wladimir.com.br/2021/11/04/tenho-medo-que-roubem-minha-ideia/#respond Fri, 05 Nov 2021 01:03:00 +0000 https://wladimir.com.br/?p=48 Leia mais]]>

Volta e meia encontro alguém que tem uma boa ideia, geralmente ligada ao mundo digital e internet, como um site para prestar determinado serviço ou algum aplicativo para smartphones, e a pessoa até começa a contar as características de seu projeto, fala sobre fantásticas funcionalidades, mas fica sempre um certo receio em abrir o jogo. Não que a pessoa não confie em mim hahaha não se trata disso. Comigo as pessoas costumam se abrir. Mas o potencial empreendedor deixa claro que tem medo, receios de compartilhar sua ideia com outras pessoas e ter a mesma “roubada”.

O problema nessa postura é bastante óbvio: se eu não falar de minha ideia, quem irá apostar na mesma? Quem irá investir? Quem irá colaborar em seu aprimoramento? Nessa situação, seu projeto só se tornará realidade se você for o sr Wayne ou Tony Stark. Aliás, se você não confiar, não conseguirá sequer levar ele aos desenvolvedores, para que possam tornar sua ideia real, com medo de que eles a desenvolvam e se apropriem.

Tenho para mim que, raríssimas exceções, ninguém é o dono de uma ideia, de forma total, completa. Quem inventa alguma coisa, quase sempre, parte de invenções que já existem ou existiram e as aprimora ou realiza um salto qualitativo que é quase uma ruptura. Mas não cria do nada. Os moderníssimos smartphones não existiriam se não houvessem antes os computadores, os palmtops, os mp3 players, as câmeras digitais, os telefones propriamente ditos etc.

Da mesma forma as naves mais modernas produzidas atualmente não existiriam sem os foguetes, os mísseis, os aviões, os planadores etc.

Ou seja, nada surge como um estalo, do nada, e se materializa em uma ideia 100% original. O que não quer dizer que não se deva reconhecer o mérito de quem consegue reunir este acúmulo, compreendê-lo, remixá-lo e criar algo mais avançado.

Feitas estas considerações, eu quero dizer que a melhor forma de você evitar que roubem sua ideia é justamente você ser reconhecido como o idealizador. Se você apresentá-la, se você der publicidade a ela, se mais pessoas reconhecerem você como o “cara que teve aquela ideia”, ficará muito difícil para alguém aparecer com a mesma ideia e assumir a autoria. Quem assim procedesse seria desmascarado e perderia sua credibilidade.

Hoje, com a internet, fica muito fácil você provar que teve determinada ideia. Você pode apresentá-la em seu blog, em seu perfil no Facebook ou no LinkedIn, ou melhor ainda, você pode registrar sua ideia na Blockchain do Bitcoin, usando o originalmy.com – essas medidas provam que no dia tal, tal horas, tal documento foi criado/registrado/autenticado.

Perca esse medo de ter sua ideia roubada. Se você ficar preso a isso, muito provavelmente sua ideia não sairá de seu computador e de sua cabeça. E tão ou mais importante do que ter a ideia, é torná-la real.

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É legal atirar start-ups aos tubarões? https://wladimir.com.br/2017/11/04/e-legal-atirar-start-ups-aos-tubaroes/ https://wladimir.com.br/2017/11/04/e-legal-atirar-start-ups-aos-tubaroes/#respond Sun, 05 Nov 2017 00:07:03 +0000 https://wladimir.com.br/?p=54 Leia mais]]>

As palavras empreendedorismo e start-up andam muito na moda nos últimos anos. E isso é muito bom, pois é importante que as pessoas desenvolvam as características necessárias para empreender: saber planejar, analisar, avaliar, dialogar, convencer, organizar, liderar, sonhar, ousar, enfim, características que além de serem fundamentais para o sucesso de um empreendimento, são importantes também para a construção da personalidade do empreendedor. Características necessárias para a vida!

Start-ups e empreendedorismo andam tão na moda que há até um programa no canal Sony, Shark Tank Brasil, onde empreendedores ansiosos por ver suas ideias e seus negócios decolarem buscam obter aportes financeiros dos “tubarões”, empresários bem-sucedidos, donos de marcas conhecidas como Polishop (João Appolinário), China in Box (Robinson Shiba), Chilli Beans (Caito Maia), Wizard (Carlos Wizard) e Sorocaba (ele mesmo, da dupla Fernando & Sorocaba).

É sobre este programa que gostaria de fazer alguns comentários. Inicialmente, é muito bom ver empreendedorismo, inovação, novas ideias, novos modelos de negócios ser discutido na televisão e em horário nobre. É sensacional ver nomes de peso, criadores de marcas consagradas, trocando ideias diante de todos nós. É certamente uma oportunidade única.

É elogiável também a abertura de mais um canal de financiamento, ainda que seja assim tão exposto. Muitos negócios talvez pudessem prosperar melhor com um pouco mais de discrição em seu início. Mas ok, se o empreendedor se dispõem a ir na TV, ele não se importa muito com isso (ou está desesperado por grana).

Na primeira temporada do programa, 64 empreendedores foram em busca de recursos financeiros. 22 deles conseguiram. No total, foram pouco mais de 6 milhões de reais investidos, o que dá uma média de R$ 273.000,00 por negócio. Não é mixaria. Mas também não é nenhum montante tão elevado.

Todo empreendedor quer ver seu negócio andar. Quer ver sua ideia tomar forma, tomar corpo, ganhar o mundo. Nessa ânsia de ver isso acontecer, e diante da necessidade de obter recursos, não foram poucas as vezes em que vimos empreendedores chegarem donos de seus negócio e saírem com 70%, 60%, 50% e, pasmem, até com 40% de seu negócio. Entrar majoritário e sair minoritário.

Questiono se um empreendedor que sai do programa – com recursos, sim – mas dentro de um quadro desses, terá a disposição, a energia, a garra, a determinação, o estímulo e a força de vontade necessárias para se criar um novo negócio. Ainda que não falte a ele nunca mais comida chinesa ou possa trabalhar embalado por sertanejo universitário, é justa essa forma de “apoio” financeiro onde o empreendedor vê seu negócio, sua ideia, abocanhada assim de forma tão gulosa?

Afinal, devemos ajudar os peixinhos ou alimentar os tubarões?

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